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Política

 
 
A nocividade da política
Fonte: Ubaitaba Notícias Agora
Coronel Wete
 
       
       Evidentemente a Política não é nociva, mas fundamental para incremento das relações sociais; nocivas, com raríssimas exceções, são certas práticas das pessoas que exercem cargos e funções públicas. Esquecem que o poder emana do povo e em nome dele é exercido. Esquecem, muito mais, que o poder é efêmero, passageiro e, logo logo, voltam a ser pobres mortais.
        Em sendo assim, administram mantendo o povo na lama, no escuro, não somente na literalidade da expressão, mas pela falta de transparência e lisura nos procedimentos administrativos; Condução inadequada de processos licitatórios; Obscuridade na aplicabilidade dos recursos, que são direcionados sem ouvir a população.
        Neste diapasão, por exemplo, convive-se com uma “politicalha nociva” que elastece o mês do trabalhador para 35 dias. Então, o que deveria ser uma excepcionalidade ou eventualidade, passa a se constituir regra. Mas, os pobres funcionários públicos, segundo o extraordinário letrista brasileiro Belchior, “são cidadãos latino-americanos sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior”. Portanto, compram fiado no açougue, fazem mercado, compram na farmácia e recebem prazo de 30 dias para pagar. Ora! Os impostos provenientes do suor do povo são repassados, exata e impreterivelmente, dentro do mês. Por que os gestores não pagam também dentro do mês, facilitando o cumprimento das obrigações contraídas pelo trabalhador?
        Outrossim, ainda discrimina-se o servidor público contratado, como se este fosse uma classe de sub-funcionário. Recebe salário atrasado, sempre depois do servidor efetivo, como se ele não tivesse os mesmos direitos. Atitudes que fogem da razoabilidade e adentram às raias da ilegalidade. Moralmente falando: “quando é meio dia na casa do servidor efetivo, também é meio dia na casa do servidor contratado”. Considerações aparte, a legislação estabelece pagamento de salário ao trabalhador sem discriminação, privilégios ou preferências. Melhor não contratar que discriminar.
        Noutra direção, os editais de licitação prevêem os melhores níveis de serviços a serem prestados pelas empresas vencedoras dos certames, caracterizados pela qualidade e eficiência. Em sendo assim, não se deve admitir serviços de coleta de lixo em caminhões abertos e sucateados; trabalhadores expostos às condições insalubres; transportes de alunos em ônibus velhos, depredados, que expõem a riscos a integridade física dos estudantes. Aliás, a legislação veda a contratação de veículos dessa natureza. Os municípios pagam uma fortuna por esses serviços, você sabe quanto? Portanto podem exigir respeito ao povo.
        Fundamental mensurar quem são essas empresas, onde prestaram serviços? Onde estão localizadas? Quanto recebe pelo serviço? Quais as obrigações constantes nos editais?
        Os representantes do povo na Câmara de Vereadores devem observar isso, porque notório, visível. Seria o momento de checar esses contratos? Exigir da empresa um serviço de qualidade? Informar à sociedade? Pois o povo paga e paga bem para isso.
        Tenho como absoluta a certeza de que a população vai saber cobrar dos gestores, dos vereadores, dos secretários, sob pena de reprová-los na hora devida, àquela hora em que efetivamente se aplica o comando constitucional de que todos são iguais perante a lei: “A HORA DO VOTO”.
        Neste momento, o cidadão pode indignar-se, mudar para transformar, votar diferente e evitar que a nocividade e as ingratidões continuem permeando nos ares da classe política.
        Será que tais fatores e nocividades estão ocorrendo aqui em Itajuípe? Ou “os ventos que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá?”
 
        Saudações Itajuipenses,
         Até o próximo comentário
 
Coronel Wete
 
 
 

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