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Esporte

 
 
TREINAMENTO: a palavra-chave para se converterem as cobranÁas de pÍnaltis em gols
*Por Lucas Vinhas

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A expressão treinamento refere-se, nesse texto, à aquisição de habilidades buscando um eficaz resultado da prática profissional. Uma palavrachave é uma palavra que resume o tema principal de um texto. Pênalti é, no futebol, a falta suprema para a equipe (enquanto o cartão vermelho o é para o jogador, que significa a sua expulsão). Um gol é o ato mais importante do jogo de futebol e esportes similares, e ocorre sempre que a bola ultrapassa por completo uma barreira imaginária entre os postes e sob a trave ou a barra, definida por uma linha branca desenhada com tinta no gramado, que tem medidas regulamentadas: 7,32 METROS DE LARGURA E 2,44 METROS DE ALTURA.

Escrevi esse texto porque, assim como muitos, fiquei um pouco abismado com a forma que a nossa Seleção de Itajuípe foi eliminada ontem (23/11/2014 – Domingo) do Campeonato Intermunicipal. Espero que esse texto possa ter algum tipo de relevância para alguém. Tenho como objetivo apenas que você, leitor, faça uma análise/reflexão juntamente comigo sobre o ocorrido. Há relação direta entre esse texto e outros mais científicos publicados na mesma área de conhecimento, tais como:

http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/14566/2/5887.pdf
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/79632/000902814.pdf?sequen ce=1
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/60648/000825054.pdf?sequence=1
http://base.repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/87462/wisiak_m_me_rcla.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Utilizarei aqui uma linguagem acessível a todos, espero me fazer compreendido. Tive a oportunidade de assistir ao jogo no Estádio Humberto Badaró. Ao chegar lá, percebi as péssimas condições do gramado. Por conta de ter chovido a semana toda, ele estava completamente alagado, cheio de poças d’água, lama etc. Os gandulas até estavam tentando amenizar o problema retirando a água do gramado com o auxílio de um pano e uma caixa de isopor grande, mas, não deu muito certo. A drenagem do campo está muito ruim. Aconselho a Liga Itajuipense de Desportos Terrestres a começarem, desde já, a tomarem providencias em relação à esse problema, já pensando para o ano que vem. Fica aqui a minha sugestão de duas empresas que podem executar esse tipo de projeto: LINEA Construções e Empreendimentos Ltda. (http://lineaengenharia.eng.br/) e Ramalho Comercial Ltda. (http://www.ramalho1.com.br/site/pagina-inicial http://ramalho1.com.br/novo/home).

Não quero entrar aqui em questões dos prós e contras do executivo estar mantendo em conjunto com a Liga a seleção, pois, considero esse um tema muito mais complexo e que demandaria uma análise profunda, criteriosa e cuidadosa. Tampouco em questões que envolvam os jogadores e a comissão técnica. Ateei-me aqui apenas nas cobranças dos pênaltis em si, numa perspectiva crítica em relação à esse acontecimento na modalidade esportiva do futebol. Como alguns puderam observar, a seleção de Itajuípe foi eliminada do Campeonato Intermunicipal pela de Itamaraju após desperdiçar três cobranças de pênaltis, duas para fora e uma no travessão. “PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, ROSE”! (Grito da torcida verde e branca). Até que o nosso grande goleiro fez a sua parte defendendo duas cobranças, porém, os jogadores não fizeram a deles. Lógico que a pressão naquele momento era muito grande “em cima” dos atletas. Além disso, não tenho conhecimento se eles treinaram cobranças de pênaltis durante a semana. O fato é que, num momento tão importante como aquele, a nossa seleção não poderia ser eliminada daquela maneira, muito menos por uma equipe com qualidade técnica indiscutivelmente inferior a nossa. Como já mencionei anteriormente, as traves possuem 7,32 METROS DE LARGURA E 2,44 METROS DE ALTURA. Pesquisas recentes comprovam que a probabilidade de o jogador converter a cobrança em gol é infinitamente maior que a do goleiro defender a cobrança, ou o chute ser desperdiçado de alguma forma. Porém, nem sempre os números correspondem a realidade, como foi o nosso caso. O fato é que eu notei certo desleixo dos três que “perderam” a cobrança. Posso estar enganado, mas, foi o que pude perceber no momento. Além disso, a distância da marca do pênalti para o goleiro é muito curta. O tempo de reação do goleiro após a cobrança é muito pequeno. A potência que o chute pode alcançar em relação à força dos braços do goleiro é muito maior. Na monografia de Matheus Arns Gib (um dos textos referência apresentados nos links), o autor chegou ao resultado de que a maioria das cobranças (34,49%) de pênaltis realizadas na série A do Campeonato Brasileiro de Futebol nos anos de 2010, 2011 e 2012 foi chutada no canto inferior direito do goleiro. Também, com 51,52%, os atacantes foram os que mais converteram as cobranças em gols. Que o destro (76%) foi o que mais converteu a cobrança em gol. E aqui um fato que me chamou muito a atenção, que a equipe mandante converteu mais pênaltis em gols (63,32) que a equipe visitante (36,68%). Pode-se, dessa forma, grosso modo, chegar a conclusão que a pressão da torcida exercida sobre o jogador, pode ter sido, também, um dos fatores determinantes que influenciaram de forma negativa psicologicamente os cobradores de equipes visitantes, nesses casos. Já a pesquisa de Luís Éverton Mateus Lara, comprovou o obvio que a influência do treinamento no aumento do número de conversões das penalidades é muito grande. O que eu quero que você, caro leitor, compreenda é que, as pesquisas comprovaram que o treinamento é um fator determinante para que se possa converter a cobrança de pênaltis em gols. Volto a frisar que eu não sei se os jogadores treinaram cobranças durante a última semana ou não. Talvez se os jogadores tivessem cobrado no canto inferior direito do goleiro, os batedores fossem atacantes e meio campista, jogadores que cobraram fossem destros, a torcida tivesse apoiado com mais garra os momentos difíceis do jogo, jogadores tivessem treinado de forma mais eficaz cobranças de pênaltis durante a semana, não seríamos eliminados. Futebol, também, é isso, estudos fora das quatro linhas. Enfim, agora não adianta acharmos culpado pelo ocorrido, tampouco “chorar pelo leite derramado”. Só nos resta agora esperar o campeonato do próximo ano, caso tenhamos seleção disputando o Intermunicipal em 2015.

LUCAS

*Jean Lucas Vinhas Medeiros 

Especializando em Ensino de Geografia pela Uesc. Graduado em Geografia pela Uesc. Voluntário PET (Programa de Educação Tutorial) - PET Solos: agregando saberes.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4531440822192799

 

 

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