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Política

 
 
Desejo de Rui, nome de centro para suplência de Wagner ainda não é definição
Fonte: Bahia Noticias

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Se depender de Rui Costa (PT), o modelo que equilibra um candidato de esquerda com um de centro na chapa majoritária (veja aqui) também deverá ser aplicado nas escolhas dos suplentes ao Senado. “Meu vice-governador é João Leão (PP), um homem de centro. Vou tentar manter esse equilíbrio de vermelho [candidatos de esquerda] e azul [candidatos de centro] também na suplência [da chapa]”. O martelo sobre o assunto, porém, ainda não foi batido na base aliada pois restringe aos partidos de centro da base (PP, PR, PSD), a cobiçada busca pela suplência da cadeira de Jaques Wagner, cuja chance de assumir um ministério ou uma secretaria estadual é real e depende apenas dos rumos das urnas em 2018 (entenda aqui). O presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, foi um dos que relativizou o discurso de Rui ao dizer que as posições ainda estão em negociação. “A chapa que foi apresentada tem uma composição que reflete a realidade política e o PCdoB aprovou, em reunião de conselho, essa formação. Referenciamos a condução do governador para garantir a unidade, mas seguimos em um processo de discussão tranquilo para a contemplação das outras vagas”, falou Davidson sem cravar qual a posição deseja. Caso a dobradinha postulada pelo governador seja praticada nas escolhas pelos candidatos à suplência, Davidson, um nome de esquerda, ocuparia a reserva de Angelo Coronel (PSD), o candidato ao Senado de centro da chapa de Rui. A colocação reduziria a chance do comunista subir, ainda que temporariamente, à Câmara Alta, uma vez que Wagner, caso eleito, é cotado para assumir uma secretaria ou até um ministério após as eleições. O PCdoB cobra a suplência do ex-governador baiano baseado em uma promessa antiga (lembre aqui).  O discurso de que o mecanismo de dobradinhas pode não ser aplicado nas escolhas dos suplentes também foi defendido pelo presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação. O dirigente chamou a majoritária de Rui de “uma coligação de centro-esquerda” ao defender “uma composição como um todo”. “Temos duas vagas para senador e quatro para as suplências. Wagner não deve concorrer ao Senado, necessariamente, com um suplente de centro. Vejo uma composição que considera o todo”, declarou Everaldo.

 

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